91 – Pai, o apoio fundamental

Olá!!

Gostaria de compartilhar com vocês a matéria do Anuário do Bebê da Revista Caras que participei.

Espero que gostem!

Um grande abraço,

Flávia Ianzini Carnielli CRP 06/95142

Pai: para que serve mesmo?

A interação entre mãe e bebê é tão intensa que alguns homens podem não perceber sua real importância nesse novo momento da família

Enquanto há uma grávida, todas as atenções são para ela. Quando chega um bebê, ninguém tem olhos para mais nada. E onde fica o pai, nesse novo e desafiador cenário familiar? Diante dessa dúvida – comum na maioria dos casos – muitos homens sentem-se excluídos nos primeiros tempos do bebê em casa.

De fato, o vínculo com a mãe é muito maior nesse período. Além de depender dela para a própria alimentação, o bebê precisa do contato físico com a mãe para seu desenvolvimento físico. A figura do pai vai se fortalecer e ganhar peso no processo de crescimento da criança alguns meses mais tarde. No entanto, sua presença e atuação segura serão fundamentais para a outra personagem dessa história, a mãe.

“No período pós-parto, o pai é muito importante para a mãe, representando uma fonte de segurança e tranquilidade nesse momento de ansiedade e incertezas, principalmente quando se trata do primeiro filho”, comenta Flavia Ianzini Carnielli, psicóloga da Pro Matre Paulista. Por isso, segundo ela, o pai não deve ter vergonha de assumir, nesse momento, tarefas que eventualmente sejam desempenhadas pela mulher, como cuidar da casa e das compras da família. “Livrar a mãe das tarefas domésticas nesse período é uma grande contribuição, pois além de proporcionar a ela o foco exclusivo no bebê, desta forma o homem também vai se sentir menos excluído dessa relação que se torna tão intensa.”

Não é incomum que, após a chegada do bebê, alguns homens desenvolvam sintomas parecidos com os da depressão pós-parto. Com todas as atenções da mulher voltadas para a criança, sentimentos de rejeição e ciúme podem desestabilizar esse pai que, afinal, também está estreando em nova função. “Cabe à mulher não excluir o companheiro nas decisões e tarefas relacionadas ao bebê”, acrescenta Flávia, lembrando que, muitas vezes, a gestante praticamente substitui a companhia do marido pela da mãe nessa fase.

A figura do pai distante, que não sabe nem trocar uma fralda, é cada vez mais um quadro do passado. Hoje, a maioria dos homens quer e se sente orgulhosa por participar da vida do bebê, desde os primeiros momentos. Ser o porto seguro da mãe – especialmente as de primeira viagem – é uma ótima maneira de começar.

Sobre Flavia Ianzini Carnielli

Psicoterapeuta Clínica, sócia e membro da Clínica Psicológica M&C
Esta entrada foi publicada em Flávia Ianzini Carnielli e marcada com a tag , , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

4 respostas a 91 – Pai, o apoio fundamental

  1. Ana Vitoria disse:

    Dra. Flávia,
    Parabéns pela materia!!! A revista está linda… já comprei a minha!
    Bjos…

  2. Cris disse:

    Dra,
    Não sei se você se lembra de mim.
    Fui atendida na maternidade por você e aproveito para, além de elogiar a matéria, agradecer por tudo o que fez por mim e meu marido nos 14 dias de internação do Luiz Henrique.
    Um beijo bem grande de toda a família Barros.

  3. Carmem disse:

    Flávia,
    Adorei a reportagem!
    O pai sempre fica esquecido nesses momentos e as vezes se sente inutil na situação. É otimo para eles e pra toda a familia saber que são importantes.

  4. marcos disse:

    Flavia
    Suas observações demonstram que você é uma profissional que faz uma análise profunda dos assuntos que aborda, considerando todos os agentes envolvidos na matéria.
    Parabéns
    Marcos

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*