182- Meu Filho cresceu! E agora?

Por Sandra Rodrigues (CRP:06/79225)

Tão logo somos mães já sentimos o quanto o coração bate mais forte, a respiração fica mais apertada e o sono mais leve! Um turbilhão de emoções vem à tona.
Plenitude, amor, carinho, ansiedade, alegria, tristeza, nostalgia, medo e impotência são só alguns desses sentimentos que podem aparecer desde o momento inicial da maternidade!
A verdade é que do instante em que nos tornamos mães, definitivamente nossa vida jamais será a mesma! A partir desse momento existirá um ser diretamente dependente de nós!
Com o passar do tempo essa dependência deveria diminuir cada vez mais, porém nem sempre é isso que acontece, principalmente de nossa parte.
Penso que é preciso ficar atenta para que nossos medos e ansiedades não atrapalhem o desenvolvimento de nossos filhos!
Afinal, o que mais buscamos  não seria a felicidade deles?
Ao amar, cuidar, ensinar, repreender e se preocupar, podemos não perceber o tempo passar e a velocidade com que eles vão crescendo.
É como se para nós eles continuassem sempre pequenos e no intuito de protegê-los, mas também protegendo a nós mesmas dos possíveis sentimentos de perda a serem enfrentados,  preferíssemos convenientemente continuar nutrindo essa dependência.
Mesmo quando achamos que já estamos preparadas, em algum momento podemos ser pegas de maneira desprevenida e então abruptamente nos damos conta da realidade:
Meu filho cresceu!!! E agora?
Pode acontecer quando eles iniciam um namoro, terminam o colegial, ingressam numa faculdade, começam a trabalhar, querem se casar ou morar sozinhos; o motivo não é relevante e sim a constatação de que a partir daquele momento teremos a sensação de que não poderemos mais protegê-los ou intervir em suas vidas como gostaríamos!
Essa sensação pode nos causar um enorme desconforto, bem como inúmeras desavenças familiares. É como se todas as angustias iniciais pertinentes a maternidade voltassem a nos atingir, dessa vez sem a sensação de plenitude!
Por isso é preciso tomar cuidado para não nutrir pensamentos destrutivos em relação a essa nova realidade. Não devemos nos sentir impotentes por não poder mais decidir o que é melhor para eles, ou desprezadas por nesse momento nossa opinião não ter mais efeito.
Tenha em mente que eles ficarão bem e que embora não possamos mais fazer as coisas por eles, sempre se lembrarão de todos os cuidados e ensinamentos que receberam.
Ofereça sua ajuda sim, mas respeite esse novo momento, nem sempre eles irão querer nossos conselhos ou opiniões! Terão de aprender sozinhos muitas coisas que ainda poderíamos lhes ensinar, e são esses aprendizados que lhes tornarão adultos mais fortes.
Converse com seu filho(a) sempre!!E deixe claro que ele(a) sempre poderá contar com você! Isso é muito importante para eles e poderá melhorar a comunicação entre vocês.
Lembre-se que esse crescimento, também pode ser difícil para eles, afinal liberdade costuma vir junto com responsabilidade, e embora não demonstrem, muitas vezes também sentem medo!
Nós pais queremos ser ouvidos pelos filhos, mas será que os ouvimos?
Precisamos entender esse novo momento como uma renovação para nós mesmas, buscando outras atividades com o tempo e energia que anteriormente era despendido aos filhos. Isso não significa que não os amamos mais, ou que eles nos amam menos e sim que estamos todos crescendo juntos!!!

Sandra Rodrigues - Psicóloga Clínica - Contato: sanrodrigues.br@gmail.com

Sobre Pamela Magalhães

Psicoterapeuta Clínica, sócia e membro da Clínica Psicológica M&C
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Uma resposta a 182- Meu Filho cresceu! E agora?

  1. Adriana rodrigues de paula disse:

    Adorei a matéria. É este o momento que estou passando com meu filho mais velho. Mateus tem quinze anos e está namorando. Não esperou por mim p leva.lo ao shopping para ver a namorada. Pegou um taxi. Cheguei em casa e não estava. Está se achando e eu começando a sofrer com a síndrome do ninho vazio!!! Realmente a sensação de vazio começa a existir! Nossa! Como o tempo passa!

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