Síndrome do Pânico

CONVIDADOS: Dr. Alberto Siciliano (Psiquiatra) e

Dr. Rubens Carlos Martucci ( Psiquiatra)

” A Síndrome do Pânico teve seu BUM no anos 80 e desde então, são recorrentes os casos diagnosticados com seu nome. Esse transtorno causa à pessoa um extremo desconforto,vivendo um emaranhado de manifestações fisiológicas e psicológicas,fazendo com que sua vida,fique triste,descolorida e limitada.Acima de tudo, com medo de viver…”

Mas quais são as causas do transtorno? Quais os sintomas? Tem tratamento? É necessário o uso de medicamentos? A psicoterapia é indicada?

Enfim, são muitas questões a serem respondidas. Pensamos então em convidar para essa discussão, dois amigos e profissionais Psiquiatras, para darem seu depoimento e ponto de vista acerca da Síndrome.

Fiquem a vontade para comentar sobre o assunto. A idéia é todos nós participarmos e enriquecermos esse canal que tem como único intuito compartilhar informações.

Abraços e bem vindos!

Equipe Clínica Psicológica M&C

Dr. Rubens C. Martucci – Psiquiatra (CRM:18236)

Tel: (17) 9142-1728  -  (17) 3227-2225

O transtorno do pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade e é assim chamado após a ocorrência de vários “ataques de pânico”.

É duas vezes mais freqüentes na mulher e a sua taxa de prevalência na população é de 1,1% (estudo ECA) ou 3,5% (estudo NCS),devendo portanto existir cerca de 120.000 a 420.000 pessoas portadoras deste transtorno em São Paulo hoje.

Características principais:

Duração geralmente de 10 a 30 minutos, em alguns casos até 01 hora e mais raramente ultrapassando 01 hora,ocorrendo preferencialmente abaixo dos 45 anos.

Ansiedade súbita, aguda, que incapacita e desorienta momentaneamente o paciente, seguida de medo persistente (por pelo menos 01 mês) de ter outro ataque de pânico.

Sintomas mais comuns: dificuldade respiratória, desconforto no peito, palpitações, frio/calor, inquietação incontrolável, sensação avassaladora de medo, sensação de morte ou tragédia iminentes que se mostram tão fortes a ponto de parecerem resistentes a qualquer tipo de ajuda, mesmo que seja a ajuda divina e finalmente incapacidade de raciocinar com crítica ou racionalidade durante o ataque.

20% dos acometidos por pânico sofrem síncopes importantes e grande parte acaba em pronto atendimento para afastar a possibilidade de cardiopatia aguda.

Fatores de risco:

1)      Episódios de excitação ,esforço físico.

2)      Atividade sexual.

3)      Traumas emocionais.

4)      Uso abusivo de álcool,nicotina ou outras substâncias.

5)      Alterações do sono.

6)      Certos tipos e quantidades de alimentos, pp/ prestes ao se deitar.

7)      Situações ambientais que evoquem desconforto, incômodo , tais como luz forte no trabalho, aperto, congestionamento , contrariedade etc.

Portanto é importante que o indivíduo fique atento na eventual associação entre estes fatores de risco e a ocorrência do ataque de pânico.

Tratamento:

É possível e eficaz. Constitui-se de psicofarmacologia – certos ansiolíticos, antidepressivos e de apoio psicológico.

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Dr.  Alberto Siciliano – Psiquiatra (CRM: 48475)

Tel: (11) 3862-1169

Quando ouvimos falar de transtorno do pânico, logo pensamos em medo extremo, pois é assim que entendemos a palavra pânico no dia a dia. Mas para caracterizar o transtorno é preciso que a pessoa tenha os chamados ataques de pânico, que consistem em uma série de sintomas bem descritos como: desconforto físico, palpitações, tremores, suor excessivo, palidez, tonturas, receio de perda da consciência e sensação de morte iminente.

O indivíduo, em geral, procura por atendimento em pronto socorro, muitas vezes por acreditar que está sofrendo realmente de um problema físico. A experiência é tão intensa que faz Check ups repetidos, sempre sem alterações.

Muitas vezes é frustrante ir a vários médicos e receber como resposta que “não tem nada”, como se o que sente fosse criação de sua mente. Mas não, o que sente é real apesar de não ter uma causa física aparente. Como é uma alteração no mecanismo da Serotonina, um neurotransmissor, não é detectável em nenhum exame físico ou de laboratório.

A repetição dos ataques vai gerando um receio de voltar a tê-los, criando duas consequências muito importantes: o medo de passar por um ataque novamente e evitar as situações em que eles ocorreram. Estas consequências acarretam limitações à vida, chegando ao extremo de não sair de casa, como ouvimos falar frequentemente.

Estas limitações são decorrentes de relacionarmos os eventos aos locais em que eles ocorrem, assim se o ataque de pânico ocorrer num restaurante, todas as vezes que a pessoa estiver em um, ficará atenta, apreensiva se irá ter outro, se foi em um supermercado, cinema, etc. Uma preocupação exagerada com a integridade física leva a uma vigilância constante ao próprio corpo, sensações muitas vezes não perceptíveis são interpretadas como sinal de alarme, ”algo não está bem”. Para ilustrar esta vigilância excessiva podemos fazer um pequeno exercício: normalmente não sentimos nosso coração batendo, ou o contato dos objetos com nosso corpo, mas se dirigirmos a atenção ao coração, ou as roupas, ou ao relógio podemos identificar claramente a presença deles.

Quanto mais tempo se passar entre o início das crises e o começo do tratamento, mais limitações ocorrem, gerando um “medo do medo”, que também é o mais difícil de resolver.

O Pânico é um transtorno de ansiedade, portanto não surge do nada, aparece em pessoas ansiosas, que se exigem muito, querem dar conta de tudo, porém temem não dar conta. Costuma começar em momentos de mudanças da vida, passagem da adolescência para a idade adulta, casamento, mudanças de emprego, promoções, nascimento de filhos, separações, etc. Crises de pânico também podem ocorrer na depressão.

Tratamento:

O tratamento psiquiátrico consiste no uso de antidepressivos, para modular os neurotransmissores. Os antidepressivos tem algumas peculiaridades, demoram pelo menos duas semanas para agir e nos primeiros dias podem trazer alguns desconfortos como náusea e dor de cabeça. Uma pessoa que já está assustada com o que está acontecendo com seu corpo, sentir estes efeitos colaterais pode abandonar o tratamento. Para contornar este problema associamos no início um ansiolítico.

Paralelamente ao tratamento psiquiátrico, a psicoterapia é fundamental por vários motivos: ajudar a entender o que está acontecendo, superar as limitações decorrentes dos ataques e promover mudanças de como encarar os desafios da vida.

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70 respostas a Síndrome do Pânico

  1. Rafaella disse:

    Muito bom! Tô curiosa!! vocês falarão de Pânico. Mas depois falarão de outros temas? Podemos sugerir também, ne? Um beijo e parabéns pelo site, está informativo e muito interessante! Beijo e abraços a todas vocês.

  2. carlos disse:

    Que legal, podemos sugerir então?
    Quando a entrevista aparecerá?
    Vcs vão anunciar?
    Abraços

    • mara disse:

      Agradecemos o carinho e a atenção de voces , esperando corresponder as suas expectativas ,tentando mostrar temas interessantes e proporcionando boas dicussões ; o suficiente para que “ENTRE NÓS “, ocorra sempre trocas significativas e informativas, e que “ENTRE NÓS ” permaneça existindo por muito tempo…

      beijo grande
      equipe clinicapsicologica MEC

  3. Gabi disse:

    Ah que bom idéia.
    Vai ser mesmo muito interessante vários pontos de vista profissionais sobre o mesmo assunto.
    Acho também, que mais do entrevista seria legal um vídeo com a discussão de todos juntos.
    Beijinhos, boa sorte e parabéns pelo site!

  4. Pamela Couto de Magalhães disse:

    Olá Carlos,
    As sugestões são sempre bem vindas e necessárias!
    Daqui alguns dias a entrevista estará aqui para que possamos comentá-la.
    Um grande abraço!
    Pamela

  5. Taiane Alves disse:

    Pãm,
    Quando será? Quero participar!
    Beijos

  6. Olá querida! Que bom tê-la aqui!!

    Assim que tivermos os depoimentos posteraremos aqui para opinarmos sobre! Um beijo grande…
    Pamela

  7. Bruna disse:

    Tudo de bom isso!!! terão vários profissionais falando de diversos assuntos??? Super interessante esse espaço.. O site´está superando todas as expectativas, hein!
    beijão

  8. Que gostoso ver esse espaço começando a nascer! As opiniões, ideias, sugestões e comentários de todos sempre serão bem-vindas, pois é assim que construiremos juntos reflexões “Entre Nós”.
    Um grande abraço,
    Flávia.

  9. Verô disse:

    Eu gostaria de saber se isto acontecerá em tempo real? será como um chat?
    Achei interessante por que o tema é muito curioso. A idéia é ótima de convidar outros profissionais que terão pontos de vistas divergentes e dará ricas discussões! Abraços e sucesso!!!

  10. Rita Eliane Carnielli disse:

    Achei super interessante. Pois todos tem grandes dificuldades de diagnosticar esse tipo de problema.

    Beijos e muito sucesso !!!

  11. Samantha disse:

    E aí? quero ver a discussão!! Estou curiosa!!! Avisem quando estiver aqui beijos

  12. Fernanda disse:

    Que legal Pam!! Boa idéia… Um espaço para convidados participarem e discutirem temas… Adorei!!!!
    Tenho umas pessoas para indicar, ta? Depois nos falamos.
    Beijos

  13. Patrícia disse:

    muito bom então avisem quando houver a discussão! quero participar com comentários. tenho interesse e dúvidas nesse assunto. abraços

  14. Luisa disse:

    Kd????????????????? quero ver!!!

  15. Douglas Câmara Santiago disse:

    Ótima ideia!
    Será gratificante conhecer o ponto de vista de cada uma e em especial do Alberto um ótimo psiquiatra.
    Mudanças e novidades são bem vindas: Clinica reformada e “clean”, site novo e com ótima visibilidade e navegação, fico muito feliz.
    Aguardo os depoimentos e quem sabe um encontro como era feito na clinica.
    Sucesso!

  16. Gabriela disse:

    A Clínica está toda renovada! Não só o visual físico como o site novo !!!! Adorei a iniciativa do site e todas as mudanças..Nós pacientes nos sentimos mais cuidados, olhados e motivados.
    Abraço carinho. Gabi.

  17. Samir disse:

    Espaço inteligente para enriquecermos de conteúdos.
    A visão psiquiátrica é relevante em muitos aspectos, a psicológica entra para agregar ainda mais no tratamento e passa a ser peça chave para o sucesso da recuperação.
    Parabéns ao Dr. Rubens! O depoimento está claro e informativo.
    Um abraço e sucesso a todos.
    Samir

  18. jose disse:

    dr Rubens,e a cura desse transtorno,acontece?
    abço

    • Rubens C. Martucci disse:

      Olá José,
      Digamos que se possa conseguir um controle quase absoluto sobre o transtorno, mediante tratamento adequado; no entanto sempre existirá a iminência de um ataque de pânico ao longo da vida.
      Abraços e até a próxima!

  19. Silvia Santos disse:

    Olá Doutores,

    Gostaria de saber se há grande incidência de suicídios em casos diagnosticados como Síndrome de pânico. Apenas uma curiosidade, pois vê-se muitos suicidas portadores do transtorno bipolar de humor.

    Grata
    Silvia

    • Rubens C. Martucci disse:

      Olá Silvia,
      Ao contrário dos transtornos de humor, a incidência de suicídio em ataques de pânico é ínfima (não existe correlação significativa pânico-suicídio).
      Abraços e até a próxima.

  20. Claudete disse:

    Dr. Alberto e Dr. Rubens, o uso de antidepressivo pode ser eficaz no tratamento? O rivotril é indicado?

    • Alberto Siciliano disse:

      Os antidepressivos são as medicamentos de escolha para o tratamento da síndrome do pânico, eles evitam as crises e reduzem a ansiedade. Como demoram mais de duas semanas para fazerem efeito, os ansiolíticos estão indicados neste período, o rivotril é um ansiolítico e é muito usado na sindrome do pânico

  21. mara disse:

    Rubens e Alberto…
    Obrigada por terem aceito o nosso convite e esperamos contar com voces em outras momentos aqui no” ENTRE NÓS”…
    Gostaria de perguntar ,como diferenciam uma pessoa apresentando momentos de pânico,com a síndrome do pânico.
    bj da mara

    • Rubens C. Martucci disse:

      Olá Mara,
      Na verdade a síndrome do pânico nada mais é do que ataques ou momentos de pânico de ocorrência crônica e sucessiva.
      Abraços e até a próxima!

  22. Olá Dr. Alberto e Dr. Rubens,

    Fico muito feliz em tê-los aqui! Obrigada por participarem desse espaço.
    Tenho uma curiosidade, a Síndrome do Pânico é um transtorno da família dos Transtornos de ansiedade, certo? Gostaria de saber qual é sua identificação no CID10, pois não a encontro.
    Um beijo grande,
    Pamela

    • Alberto Siciliano disse:

      Sim a Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade. No CID 10, os transtornos de ansiedade vão de F40 a F48, o Transtorno de Pânico está classificado como F41.0

  23. Flavia Buonvento disse:

    Ola Rubens e Alberto
    Agradeço a atenção e carinho em participar do nascimento deste espaço. Espero contar com a presença de voces em outros momentos.
    Beijo
    Flavia

  24. Silmara disse:

    A pessoa com a síndrome do pânico pode ter desmaios durante o episódio? Não entendo exatamente a causa do transtorno.

    Obrigada

    • Rubens C. Martucci disse:

      Olá Silmara,
      Desmaios, embora raros podem acontecer. O transtorno tem natureza multi-causal (fatores biopsicossociais, ocupacionais, profissionais, etc.); qualquer evento que traga ou sugira desconforto máximo ou de aparente impossibilidade de solução pode desencadear o ataque.
      Abraços e até a próxima!

  25. rosangela martucci disse:

    Pessoal, muito bacana tudo isso!!! nao quero perder nenhuma, hein? divulguem sempre!! valeu! ja estou passando pra uma prima que teve todos estes sintomas há pouco tempo. obrigada!
    bjs e parabens a todos pelo site e pelo empenho no esclarecimento de tudo que assola nossas vidas…
    obrigada

  26. leonor mastuffi disse:

    nao sabia que o pânico era bem mais frequente nas mulheres e nem do seu componente hereditario…
    adorei o esclareciemento e saber do parecer dos psiquiatras.
    parabens.
    abraços

    • Rubens C. Martucci disse:

      Olá Leonor,
      Só para reforçar, todos os transtornos da família da ansiedade são mais frequentes nas mulheres.
      Abraços e até a próxima.

  27. adeli disse:

    isso esclareceu tantas coisas.
    é possível obter algum diagnostico quando a pessoa não está em crise?
    parabens pela iniciativa.
    aguardo resposta.

    • Alberto Siciliano disse:

      O diagnóstico é feito pelo relato do paciente, como os sintomas são bem característicos, não é necessário presenciar uma crise. Geralmente as crises são vistas mais por clínicos, que por psiquiatras

  28. Ana Elise disse:

    Olá! Só estou passando para conferir, recebi o e-mail da divulgação! Muito bom!
    Tenho certeza de que sempre terão assuntos para lá de interessantes e relevantes. Saúde é essencial… e falando-se de saúde mental então, nem se fala..´

  29. Flavia Ianzini Carnielli disse:

    Gostaria de agradecer e parabenizar o Dr. Alberto e o Dr. Rubens pelos depoimentos. A disponibilidade de profissionais como vocês e o carinho são muito importantes para a Clinica MeC e enriquecedores para todos nós.
    Um grande abraço…
    Flavia.

    • Alberto Siciliano disse:

      Flavia eu que agradeço a oportunidade de participar deste “entre nós”. Está sendo muito interessante poder trocar experiências, espero voltar em outras oportunidades.
      Abraço
      Alberto

  30. Cícero disse:

    que ótimo esse espaço! muito boa a idéia da equipe. Posso sugerir então?

    Que tal falar algo sobre separação, questões emocionais envolvidas…filhos.

    Fica a ´sugestao.

    • mara disse:

      Cícero, tudo bem?
      Obrigada pela sugestão,lembraremos dela com carinho.
      Compartilhe quando puder suas idéias e opinioes…a idéia é acrescentar à todos!!!.
      bj da mara

  31. Glaucia Mattos disse:

    Bom dia Doutores,

    Tenho a curiosidade de saber se o uso da maconha e cocaína podem desencadear o ataque do pânico.

    Outra coisa, quanto tempo dura este ataque?

    Ass. Glaucia.

    • Alberto Siciliano disse:

      Sim estas duas substâncias podem provocar crise de pânico, o que poucos sabem é que cafeína em excesso também desencadeia pânico, cafeína não está só no café, mas tambem nos chás preto e mate, no chocolate, nas bebidas à base de cola, etc

  32. pedro disse:

    Drs,a pessoa pode ter só uma crise?
    abço

  33. Carmelita disse:

    Boa tarde a todos!

    Estou aqui para parabenizá-los e dizer que adorei todo o site!

    • mara disse:

      Agradecemos o interesse e o carinho de todos… Vamos continuar “aquecendo ” o site com a participação de todos no ENTRE NÓS..

      bj grande da equipe

  34. patricia disse:

    Gostaria de saber , o que seria uma sindrome do panico bem forte em uma pessoa.Como seria essa quadro.
    agradeço

    patricia

    • Alberto Siciliano disse:

      Patricia eu diria que toda sindrome do pânico é muito forte! Os sintomas são muito intensos em todas as pessoas, o que pode variar é a frequência dos ataques e o modo como os portadores lidam com sua doença.

  35. andre disse:

    Drs….
    Como um parceiro deveria agir com uma parceira com o transtorno do panico?

    abço a todos

    • Alberto Siciliano disse:

      André, voce fez uma pergunta muito interessante e de difícil resposta, mas vamos lá, vou tentar responder. Uma das queixas que mais ouço em meu consultório, e não só dos portadores de pânico, é que as pessoas em geral não entendem e não sabem lidar com quem sofre de transtornos psiquiatricos. É muito mais fácil entender e ajudar alguem com uma perna quebrada, ou com febre, ou que tem um problema cardíaco, do que um sofrimento psíquico. Temos a tendência a correlacionar o que as pessoas estão passando com as nossas próprias experiências, o que não é correto, pois não são semelhantes!
      Como disse em meu texto, pânico não é um medo muito forte somente, é a sensação real de risco de morte, um desconforto físico muito grande. Assim como uma pessoa deprimida não está só triste, não há nada o que fazer para melhorar esta condição, como ir passear, a um cinema, viajar, porque a depressão irá acompanhar onde quer que ela for.
      A melhor ajuda, na minha opinião, é encorajar a procurar tratamento, isto porque é muito comum o portador de pânico relutar em se tratar, por receio dos remédios ou por vergonha do que está passando. Outra ajuda importante é durante uma crise, procurando tranquilizar e dando o ansiolítico prescrito. Finalmente, depois de iniciado o tratamento, quando as crises estão controladas, é possível ajudar a enfrentar as situações em que a pessoa teve crise e evita voltar a se expor.

  36. Marina disse:

    Eu tenho esse pãnico,estou me tratando ,mas confesso que tenho muito medo dele.
    A pergunta é para qualquer um de vcs, devo acordar meu companheiro quando eu acordo a noite com medo?
    Fico preocupada de atormentá-lo,mas ao mesmo tempo é insuportável..
    Qual a melhor forma de agir, pedindo ajuda ou eu mesmo tentar me ajudar!
    abço a todos.

    • Alberto Siciliano disse:

      Marina, sempre que necessitar de ajuda deve pedir, mesmo que possa sentir que está incomodando. Com o tratamento, suas crises desaparecerão, não sendo mais preciso pedir ajuda.

  37. Claudina disse:

    Eu li os textos e fiquei assustada. Estou preocupada em ter esse transtorno e quando tê-lo não saber lidar com ele! Como sei que estou tendo pânico e não qq outra coisa!!! Isso é aflitivo. Um abraço aos drs

    • Alberto Siciliano disse:

      Claudina, o objetivo destes textos não é alarmar ninguem, fique tranquila! Síndrome do pânico é tratável!

      • mara disse:

        Assim como o dr Alberto disse, a S. do Pânico é tratável ,podendo a pessoa voltar a sentir confiança e segurança em si própria ,e a se reconhecer …trazendo conforto para viver.

        bj da mara

  38. carlos disse:

    Dr Alberto e Dr Rubens.
    Eu tenho essa síndrome,mas tenho muito medo de tomar remedios.Isso dificulta mais minha vida.É normal o que sinto.?

    abraço

    • Alberto Siciliano disse:

      Carlos, é muito frequente o medo dos remédios em portadores de síndrome do pânico. Quem já está muito assustado com o que sente, tomar medicamentos parece uma ameaça! Sugiro procurar um psiquiatra para conversar, expor seu medo inclusive. Ele poderá exclarecer suas dúvidas, orienta-lo e quem sabe iniciar um tratamento

  39. Carolina Maria Soares disse:

    legal o espaço e o tema da compulsão alimentar muito me interessa, pois faz parte da minha vida…Sou compulsiva por doces e alimentos gordurosos; Vivo isso em fases da minha vida em que a ansiedade está desmedida é mais forte que eu, não consigo driblar o impulso de comer, quando me dou conta já comi e estou vomitando…
    Sofro demais, por que depois que me vejo gorda tudo fica cinza.

  40. mara disse:

    Agradeço à todos participantes e aos amigos profissionais , Drs Alberto e Rubens por terem contribuído na formação e informação do assunto SÍNDROME DO PÂNICO no aquí “ENTRE NÓS “.
    Espero contar com voces em um outro momento e nos próximos assuntos, aquí nesse nosso espaço .
    Obrigada
    bj da mara

  41. Muito obrigada à todas as pessoas que contribuíram com depoimentos, perguntas e informações nessa primeira discussão “Entre Nós”. Nosso espaço começou de uma maneira muito legal!
    Um agradecimento especial aos Drs Alberto e Rubens pela atenção e disponibilidade.
    Continuem de olho no site que em breve o próximo tema estará no ar. Contamos com a participação de vocês…
    Um grande abraço,
    Flávia!

  42. Flavia L. Buonvento disse:

    Quero agradecer aos profissionais que participaram deste assunto, e que com carinho responderam a todas as questoes que foram levantadas. Obrigada a todos que participaram, deste encontro, e que com suas perguntas enriqueceram ainda mais o assunto abordado.
    Beijo a todos
    Flavia

  43. Boa tarde!

    Gostaria de agradecer aos Amigos e Profissionais: Dr. Alberto e Dr. Rubens que se colocaram de forma tão colaborativa contribuindo com seus conhecimentos ao nosso Site que acaba de nascer…
    A todos que escreveram, opinaram, perguntaram e deixaram seus depoimentos aqui! Meu muito obrigado!
    Que possamos estar juntos em muitos outros “Entre nós”!
    Um grande abraço,
    Pamela

  44. Liliana Perdigão disse:

    faz quase extamente 6 anos que convivo , com esta sindrome Pânico / ansiedade ..tudo começou com o falecimento do meu pai. Meu pânico é relacionado a Doença , todas a dores que ocorrem naturalmente no meu corpo , eu penso que é cancer..já fui parar várias vezes em proto socorro , com taque cardiaca !! todos os anos faço um check up geral no corpo , exames que quae ningue, faz…mas eu faço para saber que não tenho nada…demorei 4anos para começar fazer terapia , só vinha tomando remedios…mas não estava adiantado..eu estava sempre com as crises..graças a Deus encontrei a Mara a quase 2 anos,que me fez contralar meus pensamentos ….continuo tomando meus remedios , mas digo que sem minha terapia eu estaria ainda com as piores crises…Mara só tenho que te agradecer…

    • mara disse:

      Liliana,obrigada pela participação e pela coragem de relatar um pouquinho a sua história.
      A sua confiança é que faz evoluir seu processo psicoterápico.Fazemos uma boa aliança,não é?

      bj grande da mara

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